Sabe o que é pior que uma comunicação vaga? Esperar que alguma conexão real venha através dela.
- Jesss Godoy

- 25 de mar.
- 2 min de leitura
Toda vez que um trabalho é comunicado de forma vaga e genérica, ele perde a chance de gerar conexão.
Isso acontece porque a pessoa do outro lado até percebe que existe uma intenção boa por trás, mas não consegue visualizar como isso se aplica à vida dela. Sem essa imagem concreta, a mensagem não situa, não diferencia e não cria entendimento real.
Quer ver um exemplo prático? Vamos pensar no cuidado integrativo, que é um eixo central de muitos trabalhos onde a experiência da pessoa com o processo importa tanto quanto o resultado final.
Se alguém te diz:
“Meu trabalho nasce do cuidado integrativo. Por isso, cada parte da sua experiência é pensada de forma intencional.”
Você consegue identificar qual assunto está sendo comunicado? Consegue entender que experiência é essa? Pois é, vago demais. O conceito do cuidado integrativo apareceu como ideia, mas não entrou em cena, e você perdeu a oportunidade de se conectar.
Perceba como isso muda completamente quando a mesma ideia conversa com a prática em diferentes contextos profissionais:
Contexto: Artista que oferece oficinas criativas
“Meu trabalho nasce do cuidado integrativo porque o seu processo artístico não existe separado da vida, das emoções, nem do espaço em que ele acontece. Por isso, cada parte da sua experiência de criação é pensada de forma acolhedora e integrada.”
Contexto: Esteticista que oferece cuidados para a pele
“Meu trabalho nasce do cuidado integrativo porque a sua pele não é um órgão isolado. Ela faz parte de um corpo físico, energético e emocional que se relaciona com o ambiente e com a vida como um todo. Por isso, cada parte da sua experiência de atendimento é pensada de forma acolhedora e integrada.”
Contexto: Alienígena que oferece abduções turísticas
“Meu trabalho nasce do cuidado integrativo porque a viagem interestelar não é um passeio só do seu corpo físico. Ela movimenta sua percepção, sua memória e a forma como você existe no universo. Por isso, cada parte da sua experiência de abdução é pensada de forma acolhedora e integrada.”
Percebe a diferença?
A primeira maneira de apresentar o trabalho serve pra tudo e, justamente por isso, não diferencia um processo artístico de um cuidado estético ou de uma abdução alienígena. Já a segunda se encaixa tão bem no seu próprio contexto que nem faria sentido fora dele. Ou seja: situa, diferencia e conecta. A pessoa do outro lado entende o contexto profissional, o que significa cuidado integrativo nesse contexto e a qual é a experiência concreta que está sendo oferecida.
E então, hoje a comunicação do seu trabalho explica o que você faz ou ainda obriga a pessoa a adivinhar?
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